quarta-feira, 23 de novembro de 2011



O amor é uma coisa feia e terrível praticado por todos. Ele vai pegar seu coração e deixar você sangrando no chão, e o que você ganha no final? Nada além de lembranças incríveis que você não consegue se livrar. A verdade é que vão haver outras garotas lá fora, quer dizer, eu espero. Mas eu nunca vou ter outro primeiro amor. Esse será sempre ela. 

terça-feira, 15 de novembro de 2011

''Eu tive um dia terrível''. Nós dizemos isso o tempo todo. Uma briga com o chefe, enjoo, engarramento. É isso que descrevemos como terrível, quando nada de terrível está acontecendo. Essas são as coisas que imploramos para ter: um canal, uma auditoria federal, café espirrado nas roupas. Quando o terrível acontece, imploramos para um Deus que não acreditamos para resgatar os pequenos horrores. E levar isso embora. Parece fácil agora. A cozinha inundada, a madeira podre, a briga que lhe deixa com raiva. Ajudaria se soubéssemos o que estava por vir? Saberíamos que esses seriam os melhores momentos da vida?

domingo, 13 de novembro de 2011

Mania de jogar o cabelo pro lado. Mania de sorrir quando sente alguém olhando demais. Mania de coçar os olhos e olhar o visor do celular como se houvesse chegado alguma coisa e não viu. Mania de estudar escutando música e revirar os olhos sempre que escuta, ouve ou vê alguma bobagem. De sorrisos, de olhares, de vozes e cheiros. Mania de achar que nem tudo é aquilo que se vê. De imaginar situações com quem nunca viu e se arrepiar, sorrir, se desesperar por isso. Mania de fechar os olhos antes de dormir e te desejar boa noite em pensamento, dorme bem, sonha comigo, te quero muito e bem.
Caio Fernando de Abreu

terça-feira, 8 de novembro de 2011


Se eu fosse eu, não providenciaria almoço nem jantar, comeria quando tivesse fome, dormiria quando tivesse sono, e isso seria lá pelas nove da noite, quando cai minha chave geral. Acordaria então às 5, com toda energia do mundo, para recepcionar o sol com um sorriso mais iluminado que o dele, e caminharia a cidade inteira, até perder o rumo de casa, até encontrar o rumo de dentro. Se eu fosse eu, não evitaria dizer palavrões, não iria em missa de sétimo dia, não fingiria sentir certas emoções que não sinto, nem fingiria não sentir certas raivas que disfarço, certos soluços que engulo. Se eu fosse eu, precisaria ser sozinha. Se eu fosse eu, agiria como gata no cio. Diria muito mais sim. Se eu fosse eu, falaria muito, muito menos. E menos mal que sou eu na maior parte do dia e da noite, que sou eu mesma quando escrevo e choro, quando rio e sonho, quando ofendo e peço perdão. Sou eu mesma quando acerto e erro, e faço isso no espaço de poucas horas, mal consigo me acompanhar. Se eu fosse indecentemente eu, aquele eu que refuta a bíblia e a primeira comunhão, aquele eu que não organiza sua trajetória e se deixa levar pela intuição, aquele eu que prescinde de qualquer um, de qualquer sim e não, enlouqueceria, eu. 

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Depois que o amor se instala não há mais nada. Suspendem-se as leis, as convenções, o bom-senso, os medos e todas lembranças ruins. Depois que o amor se instala só resta um esperança - fina e clara - de que tudo dê certo.
Caio Augusto Leite

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Vida Louca Vida - Cazuza


Vida louca vida
Vida breve
Já que eu não posso te levar
Quero que você me leve
Vida louca vida
Vida imensa
Ninguém vai nos perdoar
Nosso crime não compensa
Se ninguém olha quando você passa
Você logo acha "Eu tô carente"
"Eu sou manchete popular"
Tô cansado de tanta babaquice, tanta caretice
Desta eterna falta do que falar
Se ninguém olha quando você passa
Você logo acha que a vida voltou ao normal
Aquela vida sem sentido, volta sem perigo
É a mesma vida sempre igual
Se niguém olha quando você passa
Você logo diz "Palhaço"
Você acha que não tá legal
Corre todos os perigos, perde os sentidos
Você passa mal
Vida louca vida
Vida breve
Já que eu não posso te levar
Quero que você me leve
Vida louca vida
Vida imensa
Ninguém vai nos perdoar
Nosso crime não compensa
Se ninguém olha quando você passa
Você logo acha "Eu tô carente"
"Eu sou manchete popular"
Tô cansado de tanta caretice, tanta babaquice
Desta eterna falta do que falar
Vida louca vida
Vida breve
Já que eu não posso te levar
Quero que você me leve
Vida louca vida
Vida imensa
Ninguém vai nos perdoar
Nosso crime não compensa

terça-feira, 1 de novembro de 2011

TCHAU OUTUBRO... OI NOVEMBRO! *-*

Que novembro venha com bons ventos, que nos traga sorte e paz, que não nos deixe desanimados, por favor. Só por um mês, faça tudo dar certo, depois veremos o que fazer em dezembro.